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happn, o aplicativo de namoro da vida real, divulgou uma pesquisa que destaca uma nova abordagem cultural: a intimidade é cada vez mais vista sob a ótica do bem-estar e do autocuidado mental, e não do puro desempenho físico. De acordo com o estudo, mais da metade dos solteiros brasileiros agora considera o bem-estar sexual um pilar fundamental para sua saúde, bem-estar e equilíbrio emocional. Essa perspectiva amadurece junto com os usuários, subindo de 41% entre os jovens de 18 a 25 anos para 58% entre os usuários de 36 anos ou mais, demonstrando como o envelhecimento ressignifica a sexualidade como fonte de conexão emocional e saúde.
Essa busca pelo equilíbrio pessoal também redefiniu a intimidade solo, despindo-a de tabus históricos e estabelecendo-a como uma ferramenta ativa de saúde mental. A pesquisa mostra que 34% dos entrevistados definem a masturbação como um hábito legítimo de autocuidado que ajuda a aliviar o estresse e a aliviar a carga mental. Essa tendência é especialmente pronunciada entre as mulheres, com 43% vendo o prazer solo como uma forma de autocuidado, enquanto os homens têm maior probabilidade de tratá-lo como uma válvula de escape física natural quando não estão namorando (33%). Essa abordagem anda de mãos dadas com uma redução na ansiedade sexual, já que 32% dos participantes sentem que a pressão por desempenho diminuiu ao longo do tempo, permitindo que se concentrem inteiramente no conforto pessoal, limites e bem-estar.
Quando se trata de intimidade compartilhada, conexão emocional e confiança são as prioridades máximas, mencionadas por 61% de todos os participantes. No entanto, os dados revelam uma divisão geracional entre as mulheres: enquanto apenas 35% das jovens priorizam a confiança emocional acima de tudo, esse requisito dispara para 74% à medida que envelhecem (36+). Para as mulheres mais jovens, a prioridade imediata reside mais no alívio do estresse, relaxamento e regulação emocional (41%) do que no prazer físico sozinho. Esse foco na conexão emocional consciente se correlaciona diretamente com a satisfação geral: a satisfação aumenta com a idade, atingindo 33% entre os adultos mais velhos, em comparação com apenas 23% entre os jovens.
No entanto, falar abertamente sobre esses desejos logo no início da fase de namoro continua sendo um obstáculo complexo. Embora 42% dos entrevistados digam que se sentem muito confortáveis compartilhando seus desejos ou fantasias logo no início de uma conversa, existe uma grande diferença de gênero: os homens geralmente ficam muito mais confortáveis em tocar no assunto imediatamente (41%), enquanto a maioria das mulheres prefere esperar até que uma base de confiança seja estabelecida (56%). Além disso, as mulheres frequentemente descobrem que sua maior barreira é a falta de confiança para expressar o que gostam (39%), enquanto os homens têm maior probabilidade de serem contidos pelo medo de intimidar seu Crush ou estragar o clima (38%).
"Estamos testemunhando uma evolução na forma como os solteiros abordam o namoro e a intimidade hoje em dia. Nossos usuários estão se desprendendo de pressões ultrapassadas e redefinindo a sexualidade como uma parte essencial e consciente de seu bem-estar geral. Ao se afastarem de metas focadas em desempenho e focarem no autoconhecimento, na confiança e no bem-estar mental, os solteiros estão criando conexões mais saudáveis, tanto consigo mesmos quanto com seus futuros parceiros", afirma Karima Ben Abdelmalek, CEO e Presidente do happn.
*Pesquisa happn realizada em agosto com 1.084 usuários no Brasil