
Tendências
por
Sam
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Os solteiros estão assumindo seu prazer, sozinhos ou a dois, através de uma abordagem mais consciente, tranquila e alinhada com suas necessidades. A masturbação não é mais tabu e torna-se um ritual de equilíbrio emocional. As relações sexuais deixam de ser uma questão de desempenho e tornam-se um espaço de escuta, conexão e segurança.
Em um mundo em que os vínculos estão de fragilizando, o sex care é uma maneira de tomar a rédeas de seu corpo, estresse e prazer.
O prazer como ferramenta de equilíbrio emocional
Para muitos solteiros, a sexualidade solitária torna-se uma prática totalmente assumida e regular. Não se trata de falta de opção: essa exploração íntima é um meio de entender os próprios desejos, reduzir o estresse e olhar para si mesmo. Em certos países, essa prática faz parte do ritual de self-care.
Paradoxalmente, apesar de uma tendência de queda do número de relações sexuais, a satisfação geral só aumenta. Muitas mulheres e homens afirmam estar bastante satisfeitos com a sua vida sexual. O prazer consciente substitui o desempenho: melhor se sentir à vontade com o seu desejo do que fazer sexo por obrigação.
Nesse contexto, os conteúdos eróticos (podcasts, descrições detalhadas, pornografia mais realista) tem tido cada vez mais sucesso. O prazer não é apenas objeto de consumo rápido. Ele se tornou uma verdadeira exploração íntima e abrangente.
Uma sexualidade mais consciente, mas não sem contradições
Porém essa nova liberdade revela certas tensões. Certos homens afirmam sofrer de um vício em masturbação, enquanto outros tem dificuldades em encontrar um equilíbrio entre práticas à sós e a dois. A questão não é mais “eu me masturbo?”, mas “por que e como eu me masturbo?”.
Estudos comprovam que a sexualidade influencia a saúde global: uma baixa atividade sexual está vinculada a um aumento dos riscos de depressão ou cansaço crônico. Até a cultura pop começou a explorar o assunto, como a série Dying for Sex, sobre o prazer como busca por liberdade e potência pessoal.
Simultaneamente, surgem abordagens mais surpreendentes: desempenhos esportivos vinculados ao sexo, discussões sobre o “sexo aeróbico”, debates sobre a autenticidade do prazer na época da RV e do roleplay. A exploração torna-se abrangente, às vezes extrema, mas vem acompanhada de uma questão central: como se conectar consigo mesmo em um mundo que celebra o excesso?
Quem são os solteiros que buscam essa liberdade sexual?
São pessoas que veem a sexualidade como parte integrante de seu bem-estar global. Que não precisam necessariamente de um parceiro para se conectar com seu desejo. Que sabem escutar o próprio corpo, compreendem seus limites e aceitam seus desejos sem julgamento.
Eles exploram o prazer a sós ou com os outros, ajustando o próprio ritmo, suas necessidades e emoções. Eles sabem que o quarto é um lugar onde recuperamos nossa energia, onde nos encontramos conosco, onde podemos ser quem realmente somos. Essa sexualidade não é necessariamente espetacular: ela é saudável, íntima e assumida.
❤️🔥 O que vai ser diferente em 2026
Você poderá explorar o prazer sem sentir culpa
Você poderá considerar a sua sexualidade como parte do seu bem-estar, não um simples desempenho
Você poderá conhecer o seu corpo no seu próprio ritmo, a dois ou sozinho.
Em 2026, temos que escutar a voz do desejo: ele se torna uma maneira de cuidar de si mesmo.